E no Planalto continuam as trapalhadas

Até quem votou fervorosamente no presidente Bolsonaro já começa a se incomodar com as constantes trapalhadas que estão ocorrendo em Brasília nesse novo governo. Já se desconfiava que a maioria do povo não está gostando nem um pouco das bobagens simplistas, que nem de longe se pensava que poderiam ocorrer por parte de quem se esperava tanto.

Para confirmar, uma pesquisa CNT/MDA aponta que o governo Bolsonaro é aprovado por apenas 38,9% dos brasileiros. Esse é o pior resultado de avaliação do início de um governo dos últimos três presidentes eleitos. FHC (57%, em 1995), Lula (56,6%, em 2003) e Dilma (49,1% em 2011).

Para 56,8% dos entrevistados, os filhos estão interferindo nas decisões de Jair Bolsonaro.

Esse número baixo de crédito se deve às trapalhadas seguidas que o presidente fez ou deixou que fizessem, como o tal do caixa 2 no gabinete do filho, candidato laranja, ministro caindo, áudios vazando, desentendimento entre os setores do governo, ministros despreparados brigando por espaço e pela condução do governo, puxa-saco demais e gente querendo aparecer de qualquer jeito.

Como sempre, a Globo aproveita tudo o que pode de quem está na mira de suas porretadas. Há exageros e destaques em coisas que nem merecem divulgação, mas, como se cobra os rigores da lei aos inimigos, qualquer afirmação fora da linha serve para malhar, como a bobagem da ministra dizendo que menina veste rosa e menino veste azul. Nunca se viu tamanha asneira sobre um assunto que nem merecia comentários, porém, diante de tanta lente em cima da mania de dizer que tudo é homofobia ou racismo, a coisa tomou proporções gigantes.

Para agravar ainda mais as trapalhadas, vem o ministro da Educação mandando as escolas frisarem o slogan de campanha do governo e filmar menores sem autorização dos pais.

Como das outras vezes, o governo volta atrás e muda as regras para não levar mais chicote. É uma lambança geral. Pior que o programa dos Trapalhões que se assemelha até na falta de graça do protagonista que queria levar vantagem em tudo.

As promessas de campanha já começam a enfiar o presidente em uma saia justa, tão apertada que nem entra e nem sai. Exemplo é a embaixada do Brasil em Israel. Disse que mudaria e não mudou para chateação de boa parte dos evangélicos que votou nele só por essa promessa.

Não adianta dizer aqui que a esperança continua e bla bla bla. Seria só mais uma babaquice nas cores dos baba-ovos. A verdade é que o Brasil continua de velas arriadas num mar sem vento, onde o piloto do barco não sabe se pilota, se deixa os filhos decidirem o rumo ou se briga com quem tenta morder suas crias.