Psicologia Pastoral Enfermidade: um mal-estar sem medida

O ser humano está sujeito a uma série de abalos que mexem com seu interior e seu exterior, tanto o lado interno quanto o externo, não são diferentes ou piores, qualquer disforme em ambos mexem com nossas emoções, e com facilidade afeta o nosso corpo e o enfraquece, transforma nosso semblante, diminui nossa imunidade, torna menor nossa resistência, gerando as vezes um mal estar sem medida.
O homem no geral se prepara pra tudo na vida, só não se prepara para aquilo que está oculto, mesmo sabendo que a qualquer momento pode vir à tona, inclusive a morte. São males, que nenhum de nós estamos livres, e como herança dos nossos antepassados podem também nos afetar de uma hora pra outra, surgindo como uma bomba que produz grande devastação, destruindo quase tudo.
As heranças dos nossos antepassados, não são apenas materiais como hábitos, costumes e bens, mas a “gene” unidade fundamental da hereditariedade, forma genética de cada ser, que possibilita ao homem herdar tanto aquilo que é bom e saudável, quanto aquilo que é ruim, como doenças que podem ser benignas ou malignas.
Muitas pessoas ao perceberem algum tipo estranho de sintoma, ou uma disfunção orgânica, seja interna ou externa, tende a ficar preocupada, e isso é muito natural em todos nós. Entretanto, é preciso a princípio, manter a calma, evitar sair contando pra todo mundo, (só a família), usar a fé, ter alguém próximo que possa ajudá-lo no exercício de fé, sabendo que para Deus nada é impossível. Com a progressão do sintoma, procure um profissional ou alguém indicado. Veja que, as emoções diante do momento vivido, são visíveis. Neste período, a pessoa precisa ser mais impetuosa. Busque convicções de que você é mais forte do que aquilo que está querendo lhe dominar. Procure entender que o ser humano é dotado de uma força imensa, seguida de resistência incomensurável, e não são apenas alguns, mas todos e inclusive eu e você. Alimente sua mente e seu coração dizendo a você mesmo, que não é o fim, mas pode ser o começo de uma nova história na sua vida. Creia na naquele que é o Senhor da vida que tudo pode, pois tudo é possível ao que crê.
É bem verdade que é mais uma passagem difícil, mas não é impossível. Tendo possibilidade, deve recorrer a um trabalho multiprofissional que é recomendado, ou seja, o médico, o psicólogo, o assistente social, o fisioterapeuta, padre, pastor e ao verdadeiro amigo. Dessa forma o tratamento multidisciplinar deve ser privilegiado.
Lembrando que se a divisão mente/corpo é puramente conceitual, devemos entender o paciente em sua totalidade como ser social. Muitos tiveram a chance de recomeçar assim, mesmo sabendo da gravidade da doença. Deixar o preconceito de lado e pensar na cura, é importante.
*Roberto Cosme dos Santos é sociólogo e teólogo com especialização em Psicologia Pastoral.
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