Psicologia pastoral – Quando a mente adoece…

Sim as dores e reações físicas podem vir da mente. Não é de hoje que a ciência busca explicações psíquicas para as doenças, e já comprovou que muitos sintomas do corpo nascem de dores na alma. Mas como distinguir sintomas relacionados a alma se pouco se sabe sobre a alma e suas funções?
Alma é um termo hebraico néfesh altman e no grego é psykhé e significa ser, vida ou criatura. Etimologicamente deriva do latin que significa “anima” ou ainda fôlego de vida, princípio vital dos seres, princípio imaterial do homem por meio do qual sente, pensa e age e ainda princípio da consciência moral e religiosa.
Na relação entre mente e alma as diferenças são muito poucas, algumas vezes ambas têm as mesmas características sendo que muitos estudiosos se confundem. A mente ligada a cabeça é do homem matéria, a alma também ligada ao homem é divina e dá sentido à vida.
É notório que o ser humano é corpo, alma e espírito. O corpo é a matéria, a alma e o espírito é o que religa o homem ao seu criador. A alma é onde se concentra todo intelecto humano, o pensar, o sentir e agir, (centro das emoções); onde muitas vezes chegamos a ver o inexistente, viajando onde nunca estivemos, onde o imaginário quase se torna real. Observe que tudo isso se dá na mente.
Quando a mente sofre, o organismo como um todo pode ficar predisposto a desenvolver doenças, e, o que vale entender é a dinâmica por traz da doença. Questões mal resolvidas que abalam a estrutura emocional do indivíduo acabam a ser atualizadas em forma de sintoma.
O profissional que trabalha com a psicologia pastoral, em seus diversos casos na atuação de aconselhamento, normalmente começa a tratar o indivíduo a partir da alma – centro de todas as comoções. Com a ajuda da metafísica, doutrina que busca o conhecimento da essência das coisas, “ou o que está além do físico”, o conselheiro sugere algumas supostas situações que contribuem para tais sintomas. Indícios estes que nem sempre estão relacionados com o estado físico do paciente, mas ao descontrole emocional provocado por traumas, perdas, decepções, cansaço, estresse, desilusões e outros como ansiedade extrema, angustia ou demais cargas negativas, que podem desencadear alterações no corpo.
A psicologia pastoral propõe ainda exercícios para revitalização dessa tri unidade, corpo alma e espírito, como a manutenção de uma vida religiosa centrada. Veja bem, deixo bem claro, que não se trata de uma vida religiosa movida a superstições, rituais, misticismo e outros ismos como muitos vivem, onde a rotina já suplantou a vida ativa, mas sim na presença constante do temor ao Criador, afinal somos a imagem e semelhança de Deus.
O salmista se referindo a Deus disse: “Senhor tu me sondas e me conheces, sabes quando me assento e quando me levanto, de longe penetras os meus pensamentos, esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos… Pois tu formaste o meu interior, tu me tecestes no seio de minha mãe. Graças e dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste, as tuas obras são admiráveis e minha alma o sabe muitos bem…”.
Concluindo, mente sadia é corpo sadio, digo ainda, isso não significa que estamos livres de recaídas, mas esta harmonia vai nos proporcionar uma vida melhor.
Aguardem, outras matérias seguirão com o mesmo tema…

Roberto Cosme dos Santos é sociólogo, formado em teologia com especialização em psicologia pastoral.
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