A FORMIGA E O ELEFANTE

Numa floresta moravam muitos bichos. Um dia houve um grande incêndio nesta floresta. Os bichos ficaram apavorados ante a ameaça do fogo. Corriam alvoroçados de um lado para outro. Perto dali havia um riacho. Um passarinho voou até a água trazendo no seu bico uma gota de água e a largou sobre as chamas. Depois de repetir a operação inúmeras vezes o passarinho parou para descansar. O elefante que observava a tudo passivamente zombou do passarinho:

–  Você acha que uma gota vai apagar um incêndio tão grande?

O passarinho ainda ofegante respondeu:  Sei que sozinho não vou conseguir apagar este fogaréu, mas sei que fiz a minha parte.

Sabemos que a natureza está sendo destruída de inúmeras formas. Talvez até nos preocupamos com isso, mas agimos e pensamos como o elefante da história acima.

Gostaria de compartilhar algo que acontece na nossa localidade. Por aqui passa pequenos rios e riachos. Eles não chamam atenção e são pouco valorizados. Somente na época da seca as pessoas que precisaram da sua água é que perceberam o seu valor. Porém outras continuam fazendo dele um depósito de lixo, esterco e agrotóxico.

Será que não está na hora da sociedade tomar consciência e preservar os rios e florestas? Apesar de se deparar com dificuldades infindas, aos poucos, uma substancial parcela de cidadãos passou a meditar sobre as disparatadas maneiras como os homens se conduzem na Terra. Isso, foi extremamente bom e produtivo, para se atingir um consenso comum contra a devastação do meio-ambiente e a repressão da humanidade.

Como puderam eles degenerar o sentido da convivência com os demais semelhantes, e se envolver com a ambição desmedida, relegando ao ostracismo a solidariedade, a amizade, o afeto mútuo, alicerces milenares da sociedade em que vivem?

Passaram a saber que num mesmo espaço vital todos os seres vivos permanecem adaptados entre si, menos os homens. E, que compomos um simples grão de areia na imensidão do universo. Estes fatos, e muitos outros surgidos da época moderna, os mantiveram entristecidos, por entender que o progresso não é sinônimo de civilização, como se pretende expor a todos os habitantes do planeta. Talvez, ante o que se constata nos dias atuais, não saibamos, mesmo, o que vem a ser civilização, por não havermos criado uma capaz de congregar todos os homens e os demais seres que existem na Terra, da maneira mais adequada ao melhor viver mútuo.

Sim. Em verdade, o homem moderno tem se mostrado um péssimo habitante desse mundo em que surgiu, certamente, por um acaso biológico. Evoluiu ele por necessidades inerentes ao próprio meio, incrementando sua inteligência a estágios tão elevados que tornaram ímpar em raciocínios profundos. Contudo, como hoje se deduz pela sua inadequada e intempestiva maneira de agir, ela o enveredou por tortuosos caminhos que o vêm conduzindo a abismos infindos.

Com esta reflexão gostaria de animar a todos a olhar a seu redor e descobrir formas de ajudar a conservar ou recuperar a natureza. Podemos começar pela nossa própria casa, reaproveitando o lixo, não utilizando produtos químicos, evitando as queimadas, etc.

Que Deus nos ajude a sair da passividade e cumprir o que o versículo bíblico nos diz: “Então o Deus Eterno pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações.” (Gênesis 2.15.)

 

 

 

Filósofo e Teólogo – Professor de Filosofia, Antropologia e História;

Professor aposentado da UNIPAR/UNIVEL e CTESOP;

Professor da Rede Estadual de Educação – Colégio Chateaubriandense.

pardinhorama@gmail.com