A internet continua lugar desconhecido

Clóvis de Almeida

 

 

 

O colega Léo Silva teve seu site de notícias invadido e bloqueado por alguém nesta semana. Se não foi um hacker, é alguém tentando ser. Há tempos que sites e páginas de redes sociais, como do Facebook, são invadidas, com pedidos de pagamentos pelo resgates dos dados.

A internet continua sendo um lugar inseguro. Mesmo os computadores considerados super seguros não ficam imunes aos ataques dos chamados hackers do mal. Hacker é uma palavra em inglês do âmbito da informática que indica uma pessoa que possui interesse e um bom conhecimento nessa área, sendo capaz de fazer hack (uma modificação) em algum sistema informático. Neste caso, são chamados de “crakers”, aficionados por informática que utilizam seu grande conhecimento na área para quebrar códigos de segurança, senhas de acesso a redes e códigos de programas com fins criminosos.

Em 2018, um ataque mundial a computadores (ciberataque) afetou dezenas de países e fez hospitais públicos na Inglaterra cancelarem atendimentos e redirecionarem ambulâncias, também atingiu 14 estados do Brasil mais o Distrito Federal. As invasões ocorreram em grande quantidade no Brasil por meio de e-mails com arquivos infectados. Computadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país foram desligados após sofrerem o ataque.

Depois disso, melhorou muito a segurança na rede mundial de computadores, as ainda está longe de ser totalmente seguro.

Um dos grandes perigos de se ter um site invadido por criminosos é que ele pode ser usado para lançar outros ataques. Este método é muito comum e usado por ciber- criminosos, e, análises mostram que, cerca de 75% dos ataques de phishing ocorre desta forma. Em muitas ocasiões, os bandidos da internet que “sequestram” sites, pedem dinheiro, um resgate, para liberar o domínio e as páginas.

Uma empresa ligada ao setor de segurança na internet, chamada Sucuri, informa que, cerca de 9 mil sites brasileiros são atacados diariamente pelos hackers do mal. Embora os antivírus não garantem segurança total, é o mínimo que se pode fazer para tentar evitar invasões.

Quando invadido, uma pessoa não sofre apenas com a perda de dados, documentos e segredos. A sensação de impotência é a maior dor, pois, dificilmente se chega aos bandidos, porque na maioria das vezes estão do outro lado mundo, protegidos por um serviço que ainda está muito longe de oferecer segurança.

A internet ainda é um lugar desconhecido, onde não se tem a mínima ideia de onde se pisa, um reflexo do que se vive nas ruas, onde se sai de casa, mas não se tem certeza da volta, pois o perigo está em cada esquina.