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Assis nunca foi uma ilusão

Tudo começou nos anos 60 e 70, quando Assis se tornou uma vitrine, onde cada metro quadrado na Avenida principal era disputado a peso de ouro. Os grandes bancos e empresas não se importavam em pagar valores absurdos em terrenos ou alugueis. Hoje estamos vendo a mesma cena, com a valorização dos imóveis e no preço dos aluguéis. Tudo o que aconteceu no passado não era ilusão e sim realidade. Por exemplo, grandes redes de lojas têm olhado com atenção para esse crescimento. Informações dão conta que em breve teremos outras chegando. Infelizmente, pessoas daqui tem pouca visão empresarial sobre esta cidade e se debruçam em velhos costumes. Será que apenas os de fora enxergam esse potencial de consumo que nossa cidade possui?

Fogos pra quê?

Qual a razão da queima de fogos no dia de Nossa Senhora Aparecida? Será que a santa aprovaria ver os animais sofrendo por essa ignorância do homem? E para agravar usam seu nome. É de conhecimento de todos que no centro da cidade temos um horto florestal com centenas de espécies de animais, e por coincidência leva o nome de “São Francisco de Assis”, que segundo a igreja católica é o protetor dos animais. Essa bobagem de soltar fogos enlouquecem os cãezinhos de estimação, pássaros e outros animais que lá vivem. Nossa sugestão: no lugar de fogos, não seria melhor utilizar esse dinheiro e fazer algo mais importante, como doar cestas básicas para quem precisa? Com certeza Nossa Senhora Aparecida e São Francisco de Assis abençoariam uma atitude dessa.

Política

Num simples piscar de olhos tudo vira de ponta cabeça. A pouco dias todos eram amigos, companheiros, unidos por amor a uma cidade. Em poucas horas tudo vira um campo de batalha, o amor pela cidade é substituído por interesses pessoais, uns lutam para continuar no emprego, outros para tomar o emprego daquele que dizia ser amigo. Como diz o ditado: “uma briga de foice no escuro”. E ainda alguns empresários que não ficam de fora, esfregam as mãos e torcendo, “essa é nossa”. E o eleitor como fica no meio desse tiroteio? Ouvindo as trocas de ofensas, mentiras e provocações. Os que eram amigos nos churrasquinhos, agora querem jogá-los na fogueira, e assim se vai até o dia 15 de novembro, quando tudo isso acaba em abraços e beijos. E quem fica fazendo um fuzuê nas redes sociais, poderá amargar derrota ou até mudar de lado.

Reforma política nunca sairá da gaveta

O legislativo é um poder independente e jamais poderia ser vinculado a campanhas políticas e ao executivo. Cada um deveria ocupar o seu lugar. Quando o candidato a vereador aparece com propaganda contendo a foto do prefeito que ele apoia, na maioria dos casos, foi o próprio prefeito que pagou essa propaganda. Como pode existir independência assim? Logo após as eleições o prefeito que será eleito trabalha para fazer a maioria de apoiadores no legislativo, e assim começa tudo de novo. Aí fica a pergunta, quando haverá uma fiscalização sobre isso. Nos 50 anos de história do legislativo de Assis dá para contar nos dedos quantos vereadores atuaram de forma independente. A maioria foi composta por meros empregados e manobrados pelo executivo, para que dissessem apenas: amém.