Comércio reage bem apesar das medidas de controle social

Presidente da ACIAC faz uma avaliação do setor comercial, fala da promoção do Dia dos Pais e comenta efeitos do toque geral de recolher decretado.

 

Por Clóvis de Almeida

Segundo o presidente da ACIAC, Ogenilson Gonçalves, o fechamento prolongado do comércio sempre prejudica alguma coisa. “Ainda bem que foi um período mais curto do que os dias previstos anteriormente”, minimiza, observando que o mês de julho teve cinco semanas, o que ajudou a diminuir os prejuízos nas vendas. Para ele, o comércio esteve razoavelmente bem nesta semana que ora termina.

Um detalhe importante que ajudou a aquecer o movimento foi a abertura de bares e lanchonetes e a venda de bebida alcoólica para consumo local, principalmente em restaurantes e pizzarias, que desde o mês de março passado estavam proibidos de comercializar, conforme o presidente.

Porém, segundo Ogenilson, está havendo descontentamento por parte de alguns segmentos que trabalham com a entrega em domicílio (delivery) à noite, com o toque de recolher decretado pelo Poder Público. “Está provocando uma certa confusão, porque o decreto não proíbe o delivery, mas não permite a circulação de pessoas após as 22 horas. O pessoal está meio confuso, porque eles precisam trabalhar até depois dessa hora para atender aos pedidos de domicílios. Eles já vinham vendendo dessa forma, porém, agora ficam limitados ao horário do toque de recolher. Os pedidos feitos depois das 21h30 ficam impossíveis de serem atendidos, porque uma pizza leva no mínimo 40 minutos para ficar pronta”, justifica Ogenilson.

A reportagem ouviu a secretária municipal de Indústria e Comércio, Ducinéia Monteiro (Néia) a respeito dessa situação. Segundo ela, o toque de recolher já estava previsto no decreto municipal anterior e também no decreto de governo do estado. “Entendemos o problema e lamentamos não ter uma solução contrária aos decretos para atender este segmento do comércio. Se permitirmos o trânsito para delivery, estamos descumprindo o toque de recolher, porque a lei é para todos”, observa Néia. A secretária faz questão de lembrar que o toque de recolher é temporário. “Se dentro de 15 dias a situação permitir uma flexibilização maior, uma nova medida vai permitir a volta ao normal, gradativa, conforme o nível de segurança para todos. Enquanto isso, o delivery precisa se adaptar às normas de horários. Sabemos que é complicado, lamentamos, mas são normas de segurança que vem de cima, é a lei, que se não for cumprida, o Poder Público, o município, são penalizados, pois existem sanções contra o descumprimento”, explica a secretária.

Esperado o Dia dos Pais

O presidente da ACIAC conta que a grande expectativa dos lojistas é para a promoção de vendas para o Dia dos Pais, com o sorteio de prêmios. “É uma promoção tradicional programada muito esperada e está todo mundo animado para as vendas, porque essas datas são especiais para alavancar o comércio”, lembra ele.

Ogenilson explica que a ACIAC tem feito o possível para que o comércio sofra o menos possível nesta situação de pandemia e lamenta que, para alguns segmentos, não foi possível achar uma solução, em razão das normas de segurança para impedir o contágio do coronavírus. “Há muito setores que ainda não conseguem voltar, como o pessoal do transporte escolar privado e o pessoal que trabalha com eventos, que está sofrendo muito com a atual situação. Por isso a nossa solidariedade”, complementa o presidente da ACIAC.