Copa do Brasil pode retornar também em agosto

Secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, Walter Feldman garantiu nesta segunda-feira que a entidade segue trabalhando com o retorno do Campeonato Brasileiro para os dias 8 e 9 de agosto. Ele ainda sinalizou que a Copa do Brasil deverá ser retomada no mesmo mês, ainda sem uma data definida.

“Tem que ter uma adaptação aos torneios continentais. Também há uma previsão de que agosto é o mês que possa ocorrer (a Copa do Brasil). Não em datas semelhantes, mas agosto é referência para retomada do torneio”, ressaltou o secretário.

Sobre o Brasileirão, Feldman seguiu com o mesmo discurso de outrora. “Existe um otimismo sensato. A prioridade absoluta é trabalhar no sentindo de conservar a saúde. Em meio disso, debatemos com profissionais de saúde o retorno do futebol e criamos o nosso protocolo. Como a Fifa sinalizou com a volta das Eliminatórias em setembro, conversamos sobre voltar em agosto. A data máxima apropriada seria dia 8 de agosto para cumprimos o calendário do Brasileirão. Vamos precisar da autorização das cidades, dos Estados e vamos respeita-las. Se não tivemos 80% das cidades e estádios liberados, vamos rever a data inicialmente proposta.”

 

MUDANÇA NO BRASILEIRÃO?

Feldman ainda garantiu que não pensa em mudanças estruturais em cima da fórmula de disputa do Brasileirão, que poderá terminar em fevereiro. “Não existe nenhuma análise de mudanças estruturais no nosso calendário. Nada de adequação ao calendário europeu, mata-mata ou competição em um turno. Nada disso está em análise. Tratamos com a possibilidade de cumprir o nosso calendário com todas as competições. Foram pensados em mais de 40 cenários”, falou.

Por fim, o Secretário apoiou o retorno da competição. “Se formos olhar para os países europeus, o Brasil está tendo o maior tempo entre o anúncio e a data para começo do campeonato. Na Europa, as competições voltaram em tempo muito menor. Nesse momento, não trabalhamos com nenhum estado com a decisão tomada de não liberação. Nós preferimos aguardar um pouco mais a evolução da pandemia para ter mais claro as praças que terão dificuldades maiores”, finalizou.