Dengue pode ser fator de proteção contra morte por Covid-19,

 NÚMERO DE MORTES POR INFECÇÃO DO NOVO CORONAVÍRUS FOI MENOR ENTRE AQUELES QUE JÁ TIVERAM DENGUE

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Um estudo realizado em parceria entre diversas universidades demonstrou que pessoas que já contraíram dengue podem ter certo grau de proteção imunológica contra a infecção pelo novo coronavírus. Segue abaixo mais informações com considerações do cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem, Dr. Miguel Morita, um dos pesquisadores participantes.

Pessoas que já tiveram dengue podem pegar Covid-19, apresentar até mais sintomas e ter doenças do grupo de risco, mas a probabilidade de morrerem da infecção pelo novo coronavírus é menor do que para quem não teve dengue. Essa é a principal conclusão do estudo “Infecção prévia por dengue e mortalidade por Covid-19”, realizado na Universidade Federal do Rio Branco, no Acre, em conjunto com outras universidades, como a Universidade Federal do Paraná. O estudo analisou 2.351 pacientes de Covid-19, entre homens e mulheres por volta de 40 anos, e os acompanhou por 60 dias após o início dos sintomas. Metade do grupo havia tido dengue. Entre aqueles sem história prévia de dengue, 26 faleceram da Covid-19, enquanto que entre aqueles que já tiveram dengue o número foi menor: 12 faleceram.

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O estudo foi publicado pela Sociedade Americana de Doenças Infecciosas, na Oxford University Press, no dia 29 de dezembro de 2020. Dele também participaram a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

CIÊNCIA E HIPÓTESES

Segundo o médico cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem, Dr. Miguel Morita, que participou do estudo pela UFPR, estudos científicos como esse são muito importantes tanto no avanço da produção de vacinas e medicamentos quanto para entender como o novo coronavírus funciona. Outros estudos, por exemplo, levantam a possibilidade de que a dengue possa induzir certo grau de proteção imunológica contra a infecção pelo novo coronavírus. Mas isso ainda não está comprovado. “Portanto, tudo o que diz respeito à proteção contra o vírus e à diminuição de sintomas graves e mortes é de muito interesse para os cientistas, médicos, pesquisadores”, afirma Morita. “Esse estudo, em particular, é muito importante para o Brasil, porque aqui ocorreram 70% de todos os casos de dengue nas Américas nas últimas três décadas.” Até lá, todos os cuidados para a não contaminação com nenhum desses vírus são imprescindíveis.

SOBRE A QUANTA DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Fundada em 2004, a Quanta Diagnóstico por Imagem está localizada na cidade de Curitiba (PR) e oferece exames de ressonância magnética, PET-CT, tomografia 256 canais, angiotomografia, angiotomografia coronária, escore de cálcio, mamografia/tomossíntese, ecografia, radiografia, densitometria óssea, biópsia, cintilografia, radioiodoterapia, tratamentos para câncer de tireoide e dor óssea no câncer, ecocardiograma, eletrocardiograma e teste ergométrico.

A clínica mantém o Departamento de Inovação e Pesquisa, o Quanta Inova, que realiza pesquisas e estudos para novos protocolos para tratamentos cardiológicos e de câncer e participa do Vale do Pinhão, ecossistema de inovação da Agência Curitiba de Desenvolvimento SA e Prefeitura Municipal de Curitiba, que apoia iniciativas inovadoras de empresas locais. Desde 2007, tem um acordo de cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU e participa também de programa Quanum, que realiza auditorias para aprimorar a qualidade e a segurança dos exames de medicina nuclear em todo o mundo. Mais informações no site www.quantadiagnostico.com.br.

Link com foto do Dr. Morita: https://drive.google.com/file/d/1BlwAaeluPTB754udLyFYUYLn4NvEU6_Q/view?usp=sharing

Crédito: Guto Lavigne