Ecossocialismo

A maioria dos cientistas sérios concorda que existem mudanças climáticas em curso, e que o aquecimento global está entre elas. O problema é o uso que setores interessados em impor sua ideologia fazem dessa informação. A ecologia e a defesa do meio-ambiente viraram a salvaguarda de grupos que têm interesse em enfraquecer o capitalismo ou simplesmente atacar adversários políticos.

O Ecossocialismo, por exemplo, usa o disfarce das causas ambientais para atacar o sistema capitalista. Se “esquecem” de que em todos os regimes comunistas do planeta a simples defesa do meio-ambiente era considerada “coisa de burguês”. O Mar de Aral, por exemplo, foi praticamente extinto por sucessivas intervenções do governo soviético. E um dos maiores acidentes nucleares da história aconteceu pela negligência soviética, em Chernobyl. No Brasil, existem oito partidos ecossocialistas — PSOL e PCdoB entre eles.

Uma boa leitura para entender como o tema ecologia foi cooptado pela esquerda é o livro ‘Filosofia Verde’, do filósofo britânico Sir Roger Scruton. Ele revela que a ideia difundida de que as principais ameaças ao planeta partem do capitalismo, do consumismo e da exploração exagerada de recursos naturais são falácias. Neste texto, você encontra mais cinco dicas de livros que explicam a relação entre ecologia e ideologia.

O vale-tudo para difundir profecias apocalípticas incluem o uso de crianças na causa. O mais recente exemplo é o da ativista sueca Greta Thunberg. Em artigo publicado na Gazeta do Povo, o americano Dennis Prager mostra como a esquerda usa da histeria generalizada em relação ao tema para cooptar as crianças, que nutrem genuína preocupação pelo planeta. E no mesmo texto Prager aponta que a tática visa apenas ganhar benefícios políticos, pois a mesma esquerda não tem disposição nenhuma em defender a energia nuclear, muito mais limpa que os combustíveis fósseis e mais barata que a energia solar e a eólica.

Esta reportagem de Tiago Cordeiro mostra como as usinas nucleares são a mais eficiente e a mais segura forma de geração de energia que a humanidade já inventou. “Ainda assim, ela só responde por 10% do total de geração de energia do planeta. Esse percentual precisa aumentar. Se querem mesmo salvar a Amazônia e evitar o aquecimento global, os ecologistas deveriam estar protestando a favor das usinas atômicas, e não contra.”

Sem contar outros problemas que a energia solar possui, como a quantidade de resíduos tóxicos que os painéis produzem ao serem descartados. O processo de fabricação também usa produtos químicos que fazem mal aos trabalhadores e ao meio-ambiente. E, provando a tese de Prager, nem por isso a esquerda deixa de fazer proselitismo em cima dessas fontes de energia. O motivo? Porque são claramente inviáveis. Um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), publicado em 2018, indica que basear toda a economia em fontes renováveis (hídrica, solar e eólica) seria financeiramente inviável.

Defender a natureza é uma premissa conservadora, como já disse Sir Roger Scruton. Não é por que o tema foi sequestrado pela esquerda que os conservadores devem empunhar uma motosserra e sair por aí derrubando araucárias, pelo contrário. E sim, defender saídas racionais, como a energia nuclear e o uso de novas tecnologias. Existe muita histeria cercando o assunto. A verdade é que nunca tão pouca gente morreu por problemas ambientais e que até os simpáticos ursos polares, símbolos da propaganda ecossocialista, estão cada vez mais numerosos. E a melhor notícia: nem vamos precisar apelar para o canibalismo, como já andaram sugerindo por aí.

Jones Rossi, editor de Ideias