ELEITORES INDIGNADOS E COM POUCO INTERESSE E PATRIOTISMO

Atualmente, a maioria das pessoas ignora a política, não porque seja algo ruim, absolutamente, pois a política como instrumento de cidadania sempre foi de grande importância pra sociedade, principalmente nas questões diplomáticas e muito eficaz na resolução dos problemas da sociedade.

Desde que existe mundo, sempre existiu grupos de pessoas que vão se organizando politicamente na busca de benefícios a favor do povo. Muitos desses grupos priorizavam os menos favorecidos, uma classe que sempre esteve presente nos vários segmentos da sociedade, onde a política e a religião conviviam juntas. Em meio a esses grupos, sempre estiveram presentes, os que agiam de forma correta e honesta, mas infelizmente também aqueles que eram desonestos e corruptos. É o que se vê hoje, numa proporção muito maior e não muito diferente. O que ocorre, como nos temos antigos, é que muitos desses que se tornam políticos, “representantes do povo”, nessas diversas esferas, vivem de aparência, como nos dias de Caifáz e Anás, sacerdotes políticos de Jerusalém, que manipulam algumas pessoas, desprezam outras e decepcionavam uma grande maioria. Jesus não só os advertiu, como também condenou suas atitudes veementemente.

São poucos os que agem de maneira correta, confiante, honesta e honrosa. É muito comum encontrarmos eleitores indignados e com pouco interesse e patriotismo, isto porque observa que na política, há um continuo jogo de interesses que só favorece alguns, além de influenciarem outros ao mesmo comportamento.

Nesse período que antecede o pleito, o poder de persuasão por parte dos que buscam uma cadeira pública e de seus cabos eleitorais são intensos e com promessas as vezes não tanto absurdas, mas incoerentes.

Outra questão é sobre as pesquisas eleitorais, que quase sempre favorecem aquele que a encomendou, como uma maneira de induzir alguns e causar forte influência ao eleitor. Há sempre aquele que quer de qualquer maneira estar na frente. Forja resultados de pesquisas, sendo desonestos consigo mesmo e com o grupo que representa.

Enfim, um dos males que a sociedade política vive ao longo dos anos, e deixar para segundo plano o bem estar dos eleitores, mesmo porque, tem-se de um lado os apoiadores, e do outro, os críticos, o que as vezes gera fortes confrontos e até ameaças, onde um denigre a imagem do outro, a exemplo do que se vê nos vários estados e municípios brasileiros.

Nossa intenção aqui, é chamar a atenção do eleitor quanto ao voto honesto e consciente, pois quatro anos não são quatro dias…

Roberto Cosme dos Santos é Sociólogo e Teólogo com Especialização em Psicologia Pastoral e Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil.

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