Erros do passado e suas consequências

A tarefa de ouvir as pessoas, seus lamentos e desabafos, é um trabalho que exige vocação, dedicação, respeito e paciência. Ser terapeuta e conselheiro, funções exercidas por profissionais na área de psicologia, não é uma tarefa muito fácil.
Todas as pessoas que buscam esses profissionais, normalmente querem respostas satisfatórias e principalmente a cura para os transtornos que as incomodam. As diversas frases que se ouve durante as seções, são frases finais de cada fala, como: Porque isso agora comigo? O que estou passando só eu sei! Meu Deus, outra vez não! O que devo fazer?
Outras vezes, sem questionamento, mas apresentam semblantes tristes e apreensivos, donde as lágrimas revelam situações temerosas, preocupantes e desafiadoras.
Sabemos que alguns dos sintomas já vem como herança, dos nossos predecessores, outros absorvemos ao longo da vida, mas são todos fatos concretos.
Enquanto é feita a análise da conversa, dos desabafos e dos pedidos de socorro, o terapeuta fica a pensar: o quanto somos vítimas dos nossos próprios erros e acertos; quantos maus feitos, onde o passado ainda exerce uma forte influência na vida. Ninguém nesta vida está isento de cometer erros, todos nós erramos, e com isso podemos, no presente ou futuro, sofrermos por causa de situações mal resolvidas no passado. Como já mencionados, as vezes são erros dos nossos progenitores, que nós apenas herdamos e somos vítimas, sejam eles na vida pessoal, conjugal, familiar, sentimental, profissional, ou por conta de enfermidades e outros males que nos cercam.
Como terapeuta precisamos dar uma resposta, resposta que pelo menos amenize a dor e o fardo carregado. É preciso fazer isso antes de dizer a pessoa que são consequências de erros do passado. Uma realidade conhecida, mas inaceitável para alguns; fruto de um passado desordeiro, inconsequente, sem orientação, mas que tem cura! Como? Voltar atrás é impossível, mas com arrependimento seguido do humilde pedido de o perdão diante da realidade dos fatos, é o melhor remédio. E assim a vida segue, com a expectativa de recomeçar tudo de novo.
Diante dessas conclusões, sempre digo aos pacientes que as dificuldades vivenciadas não significam o fim, mas que podem ser o começo de um novo momento na sua história. Todos temos o direito a uma segunda chance, onde podemos recomeçar, não é isso que todos falam? Errar é humano!

Muitas pessoas trazem consigo experiências amargas que embora tenha ficado pra traz, ainda lhes causam sérias dificuldades emocionais. Eu as classifico como cativeiros da mente, coisas do passado que pode vitimar a família, através de lembranças que atormentam o presente. Assis sendo muitas pessoas sofrem e vivem contínuos abalos emocionais, motivados por pendências que aconteceram há muito tempo e que insistem em perdurar. Isso tem cura? Sim, tem cura! Eu posso ajudar você.
Roberto Cosme dos Santos é sociólogo, também formado em teologia, com especialização em psicologia pastoral.
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