Micheletto é contra a proposta do governo que extingue municípios

O deputado estadual Marcel Micheletto (PL), reafirmou sua posição contrária quanto à PEC do Sistema Federativo, elaborada pela equipe do Ministério da Economia e entregue ao Congresso Nacional e que extingue municípios com menos de 5 mil habitantes.

De acordo com o novo pacote econômico, a ideia central é fundir municípios pequenos e com baixa arrecadação. Pelos cálculos do próprio governo, 1.254 deles se encontram nessas condições. Isso representa 22,5% do total de 5.570 municípios brasileiros.

Segundo o parlamentar, a proposta é totalmente inoportuna, pois já existe nesses municípios toda uma estrutura, além de ir totalmente contra a identidade do ser humano. “Antes de se pensar num benefício financeiro é preciso pensar nas pessoas que vivem nesses municípios que por sua vez geralmente têm uma qualidade de vida maior. Outro ponto importante e que deve ser levado em consideração é o aumento de desemprego e o distanciamento da comunidade à nova administração”, finaliza.

Micheletto afirma que a proposta apresentada sem o devido diálogo com a população é desrespeitosa com o povo do interior do Paraná. Por este motivo, propõe a realização de audiências públicas para ouvir a população.

“Proponho que a Assembleia Legislativa promova a realização de audiências públicas, pois entendo que esse é o mecanismo capaz de garantir o exercício da democracia e estabelecer o diálogo com a comunidade, pois serão eles os principais prejudicados com tal proposta”, justifica.

O deputado afirma ainda ser inaceitável uma proposta feita de gabinete sob um critério quantitativo que desrespeita as pessoas que escolheram desenvolver suas vidas e de suas famílias e produzir no interior em cidades pequenas.

REGIÃO – Além de Brasilândia do Sul, que fica no Noroeste, poderiam ser afetados os seguintes municípios, localizados na região Oeste do Paraná: Iracema do Oeste, Anahy, Campo Bonito, Diamante do Sul, Entre Rios do Oeste, Iguatu, Lindoeste, Quatro Pontes, Ramilândia, Santa Lúcia, Serranópolis do Iguaçu e São José das Palmeiras.

A população tem que ser ouvida por meio de audiências públicas, pois entendo que esse é o mecanismo capaz de garantir o exercício da democracia e estabelecer o diálogo com a comunidade (foto Orlando Kissner)