O verdadeiro sentido de comunidade

Por Clóvis de Almeida

Sensacional a ação que fizeram em parceria várias cooperativas, entidades beneficentes e as pessoas que contribuíram para que o Hospital Beneficente Moacir Micheletto de Assis recebesse uma máquina de hemodiálise. Um presente que a saúde do município merecia há muito tempo, um benefício enorme para a população que passa a contar com um equipamento que salva vidas, poupando atendimento rápido em apoio aos internados em UTI e evitando os transtornos de viagens a hospitais de Toledo e Cascavel.

Claro que uma máquina só não resolve a demanda de pacientes que necessitam de tratamento de hemodiálise, porém, é mais do que um começo, é uma benção essa primeira máquina, que é acompanhada dos insumos necessários e de profissionais que vão operá-la, médicos e enfermeiros do corpo técnico do Hospital.

Essa parceria em busca de equipar o serviço hospitalar é um grande exemplo do verdadeiro sentido do espírito comunitário. “Comunidade” vem do Latim “communitas”, significando “companheirismo”, de “communis”, comum, geral, compartilhado por muitos, público.

Mas, não quero tratar de uma simples análise morfológica, a que analisa a classe gramatical dos elementos que formam um enunciado, mesmo porque não sou nenhum especialista no assunto, porém, faz-se necessário destacar o quão importante são as ações como essa da doação do equipamento de hemodiálise para o AHBMM.

Esse companheirismo que se abraça, mesmo que com certa distância por causa da pandemia, se afunila num bem comum imensurável, diante do reflexo que irá fazer na vida de muitas pessoas e suas famílias. Um ato de amor, acima de qualquer coisa. Qualquer interesse particular fica diminuto diante de uma ação de tamanha envergadura, que merece reconhecimento e parabéns a todos os envolvidos.

O exemplo de companheirismo, comunidade, ‘communis’, poderia estar presente também nas longas e infindáveis discussões políticas partidárias que defendem cores e lados, principalmente nas redes sociais. Serviria para evitar ofensas pessoais que não cicatrizam depois das eleições, porque vivemos sob um mesmo firmamento, de onde vem o sol e a chuva que nos dão o mesmo ambiente, a mesma casa.

Discutir ideias, defender opiniões, gostos e ninhos faz parte do ser humano. Não respeitar o pensamento alheio é tentar arrancar à força parte do que não lhe pertence: a liberdade do próximo.

Falar de respeito em discussão política, religiosa ou de futebol é chover no molhado. Mas, não custa tentar, vai que cola.