Queijo fino desenvolvido em projeto do Biopark passa a ser comercializado

A comercialização do queijo fino do tipo Gouda dá início a uma nova etapa do projeto e fortalece a atividade leiteira da Região Oeste  

 

Após pouco mais de um ano da criação do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Queijos Finos do Biopark, o primeiro produto da iniciativa chega ao mercado. Trata-se do queijo fino tipo Gouda que é produzido por Marcia Terezinha Seibert Ludwig, da Queijaria Ludwig, localizada em Sede Alvorada.

O queijo Gouda tem origem holandesa, remetendo a cidade de Gouda, onde era tradicionalmente produzido. Entre as principais características estão o sabor suave ligeiramente adocicado, textura macia e casca fina. Para chegar ao sabor e textura ideais, o Laboratório de Inovação em Alimentos do Biopark trabalhou juntamente com a produtora no aperfeiçoamento da técnica de produção e realizou todos os testes de qualidade.

Marcia revela que era uma vontade antiga produzir o queijo diferenciado e que encontrou no Projeto o suporte que precisava. “Sempre gostei do queijo Gouda, comprava nos supermercados e sonhava em conseguir produzir. Quando fiquei sabendo da iniciativa do Biopark não pensei duas vezes. Comecei a participar das palestras e ter contato com a equipe do Laboratório. Fiquei realmente encantada com o apoio que recebi e o melhor, a custo zero”.

Há dois anos a produtora se dedica à produção e comercialização de queijos e em 2019 teve um de seus produtos premiado no V Concurso Nacional Queijo Brasil. “Sempre gostei muito de queijo, foi isso que me levou a começar a produzir. Primeiro fiz o queijo colonial e  depois desenvolvi minha própria receita”, conta.

A Queijaria Ludwig já está comercializando o queijo fino tipo Gouda e as expectativas são grandes. “Ver o queijo no mercado é gratificante para mim e as expectativas são ótimas, a procura por esse queijo já está muito grande. Por isso, a minha ideia não é parar no Gouda, quero produzir outros queijos finos”, frisa Marcia.

De acordo com o Presidente do Biopark e o principal incentivador do projeto, Luiz Donaduzzi, essa ação concretiza o objetivo da iniciativa, que é fortalecer o produtor de leite e elevar a bacia leiteira da região a outro patamar. “Desde o início essa iniciativa teve um objetivo claro, permitir que os produtores da região consigam atingir um novo nicho de mercado, que é o de queijos finos. Assim, a atividade leiteira se torna mais sustentável, com um produto de maior valor agregado”, destaca.

Para a Diretora de PD&I do Biopark, Josélia Larger Manfio, a equipe tem um papel muito importante ao acompanhar de perto cada produtor. “Cabe a nós, como equipe técnica, transferir a tecnologia para o campo prestando suporte desde o manejo e alimentação dos animais, boas práticas de produção de leite e de queijo, até a análise sensorial dos produtos”, explica.

Para desenvolver o projeto, o Biopark buscou parceiros com alto conhecimento técnico na área de Queijos Finos, entre eles, o Céntre d´expertise Fromagère du Quebec, da província canadense do Quebec, que tem uma experiência bem sucedida na área, tendo mais de 100 queijarias. Através dessa parceria, foi possível a troca de experiência e também a visita de consultores canadenses no Biopark para atestar os potenciais da região Oeste.

Atualmente, além do queijo tipo Gouda, foram desenvolvidos a nível laboratorial os tipos Camembert e Brie e estão em andamento o desenvolvimento dos tipos Morbier e Saint-Paulin  com produtores dos municípios de Toledo, Serranópolis do Iguaçu, Cascavel e Pato Bragado. A expectativa é que o próximo tipo de queijo a ser comercializado seja o  Morbier que está em processo avançando de produção.

O queijo Gouda da produtora Marcia Ludwig pode ser adquirido na queijaria da família localizada às margens da BR 467, em Sede Alvorada – Cascavel.

 

Fonte – Assessoria de Comunicação do Biopark