Uma má escolha pode gerar consequências drásticas

Quando o povo de Israel, pela primeira vez, pede um rei, Deus não só consente, mas sugere um nome, e diz: Já que vocês querem um rei, vou atender o vosso pedido. Isto porque Deus mesmo queria continuar a conduzi-los, como já havia feito em outras ocasiões, usando Moisés e Josué como grandes líderes submissos à sua vontade, a exemplo da saída do Egito, na passagem pelo mar vermelho, e na condução pelo deserto até a chegada a terra de Canaã. Estes são relatos bíblicos registrados nos livros de Êxodo e 1ª Samuel. Mas, com a morte desses dois grandes Patriarcas, Deus estabelece juízes, que julgassem as causas do povo como também os guiasse.

Israel opta por uma monarquia e pede um rei que os governe, a exemplo de outros povos da época. Estima-se que a monarquia tenha surgido e se consolidado juntamente com a organização da própria sociedade, a aglomeração de pessoas, e a formação das primeiras cidades. Sendo assim, Saul é conclamado o primeiro rei de Israel, uma nação formada por 12 tribos, povo descendente de Abraão, 1030-1006 a.C. Segundo as escrituras, Saul era um homem que vinha de uma família de origem militar, era um rapaz tímido, mas valoroso.

Este era um desejo do coração do povo, e que talvez não fosse o que Deus pensava a respeito deles, pois seu desejo era guia-los para sempre, mas consentiu que acontecesse, e assim lhe constitui um rei.

A história contida na introdução desta matéria, talvez poucos conheçam, mas é um fato real. Uma introdução um tanto longa, mas que traz grandes ensinamentos, principalmente por estarmos próximos das eleições municipais em todo Brasil. Em todas as situações na vida, precisamos da orientação de Deus para decidirmos de forma correta, e Deus sempre quis ter parte nas nossas decisões. Afinal o que queremos? Alguém que governe em causa própria garantindo interesses pessoais junto aqueles que o apoiam, ou aquele que governe com maturidade em benefício do povo, sem interesses pessoais, mas priorizando aquilo que é de melhor para a sociedade?

Saul por ter sido nomeado Rei, autoridade suprema, pensou que podia tudo, e em seu governo ele começa a governar em causa própria e priorizar não só seus interesses pessoais, mas também daqueles que o apoiavam, (infelizmente não é isso que vemos hoje,) esquecendo que Deus é que o investiu para tal cargo. Muitas vezes nós erramos nas escolhas por não pedirmos a orientação de Deus, mas insistirmos naquilo que queremos e que achamos que é o melhor.

Este relato é parte da história de um povo que errou, por ter feito um má escolha, e Saul como rei não deu certo, desviou-se totalmente dos propósitos Deus. Assim tem sido, muitos que são escolhidos, esquecem que há uma vontade suprema. Muitos povos tem agido dessa maneira na escolha por seus governantes. Votar não só consciente, mas com maturidade e a orientação de Deus, por isso ore (reze), pois Ele sempre sabe o que é melhor para todos nós.

Roberto Cosme dos Santos é Sociólogo e Teólogo

com Especialização em Psicologia Pastoral,

pastor da Igreja Presbiteriana Renovada.

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